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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sem assunto





Acordei eram exatamente 07h06m. Eu olhei pro relógio e dormi outra vez. Cansada, dia cheio ontem. Acordei de novo e eram pra lá de meio-dia. Estou odiando dormir tão tarde e acordar mais tarde ainda. Mas não tem outra. Acho que voltar a minha antiga rotina de estudante não vai ser nada fácil. Não mesmo. Eu sempre dormi muito cedo pra acordar disposta no outro dia. Detalhes. E em falar de disposição, acordei disposta a escrever um texto bom, um assunto legal, talvez uma matéria que todos iriam gostar. Não sei. Essa minha mania de escrever coisas muito complexas de entender. Essa mania sem complemento. Entendem? Eu realmente acordei com vontade de escrever uma coisa legal.
“Oi pai, o que tem pra hoje?” Também estou odiando o fato de ter que acordar e ir logo almoçar. Já faz semanas que não tomo um café da manhã. Café, que saudade de tomar um cafezinho de manhã, Ás oito, nove horas. Coisa boa. Ainda estava pensando em algo pra escrever, relatar, postar... Sem idéias, sem nada em mente eu fui pra sala e me deitei. Deitei um pouco e abri meu computador, vi algumas coisas, poucas coisas, a internet não anda colaborando esses dias. Fechei meu computador por cansaço. Estou tão cansada dessas férias. Coisa estranha né? Cansar de férias. Mas eu realmente sinto falta das aulas chatas, dos amigos loucos na sala de aula. Na verdade eu sinto um medo gigante de perder isso tudo. Mas eu vou perder isso, fato. Todos perdem. Deitei-me e olhei pro livro de Dan Brown, Código da Vinci, e já tem semanas, quase meses que estou tentando terminar de ler esse livro. Coisa chata. Nem é por preguiça, e por falta de tempo, tempo esse que me dediquei total a outras coisas fúteis. A gente se arrepende com muita coisa, coisas tão pequenas.
Não li, não quis. Eu estava com preguiça admito, mas só hoje. O dia foi cheio ontem. Esse negócio de ter que escrever pro blog pra conseguir seguidores, fãs é uma coisa tão complicada né? Concordam? Eu luto até pra conseguir inspirações, busco coisas do passado, mas é chato também. Vamos viver agora, o presente. Mas e a inspiração? O cansaço e a preguiça tomam conta. Não sobra espaço pra criatividade, entende?
Aí eu quase dormi. Mas tinha que ir pra academia. Todos aqueles corpos suados me dão vontade de tomar banho. Um banho bem quente pra me livrar de todas aquelas bactérias. Um banho não tira todas as bactérias sua burra. Enfim, eu voltei e tomei o meu banho gostoso. Fica pensando em coisas pra escreve, eita, coisa chata isso. Eu ainda estava pensando sabe, daí surgiu vários assuntos. Eu poderia falar de desilusões amorosas, mas meu Deus, pra que vão querer ler coisas desse tipo? Pra chorar e relembrar o passado tenebroso? Daí, pensei em falar sobre solidão, mas gente, solidão por si só já é uma coisa tão ruim, vamos embora, “em busca de um amor que nos deixem felizes”, solidão não. Por favor, uma xícara de chá por que to ficando estressada. Daí, pensei em falar sobre amores e suas loucuras. Amor é uma loucura. Sentir uma coisa tão pura e rara é uma loucura. Bando de loucos desvairados. Eu amo, mas não sou louca, ou sou? Beleza, agora eu quero chocolates, e faz tanto tempo que eu não compro um diamante negro. Coisa boa. Coisa chata isso também. Ficar sem chocolate é a pior coisa que existe... Ficar sem amor então...
Eu me deitei no sofá por horas, sai e comi algumas coisas que fazem mal à saúde do ser humano. Eu sou uma espécie de humana fora de ordem. Não sigo muitas regras e não quero ser igual, afinal, quem quer? Quem ta comigo levanta a mão? Não temos ordem, mas isso não significa que somos baderneiros. Ordem e progresso, que ironia em relação onde que eu vivo. Pra frente Brasil! Não sou tão patriota assim. E aí eu quis mais chá e chocolates, aliás, ainda quero, “Mãe, me dá uns chocolates”.

O livro do Dan Brown tem 105 capítulos estou-nos 90. Detalhes. Na Record eu vi o Dr. House beijando uma mulher, o que me deixou com ciúmes. Em Londres, jovens se divertem em boates, festas, repúblicas ou na própria mansão. Nos Estados unidos há muita correria e o Japão é meio louco. E eu? Eu continuo pensando sobre o que vou escrever. Coisa chata isso.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mais pra lá do que pra cá.

                               


Problemas são, são o que temos. A verdade sempre machuca né. Mas que coisa à toa, coisa boba de se pensar, ficar imaginando e acabar criando barreiras entre a gente. As coisas pioram assim, a gente inventa, inventa tanto, tanto, e pelos segredos, pelas mentiras, a gente encaixa, encaixa cada coisinha. Tudo fica mais claro de se ver. Se torna nítido. Eu poderia fechar meus olhos agora, mas prefiro não fechar. E é só eu fechar que minha mente se torna minha pior inimiga. Coisa chata, chata, chata. Ai eu mesmo digo, digo pra mim mesma como uma louca sem funções que preste " Tente ser menos assim, menos num sei o que lá, menos ciumenta, eu disse ciumenta? Num sou assim. Teu coração agradece." Sofra menos. Menos tudo, sabe. E eu vou tentando melhorar a cada dia, sem fazer absolutamente nada comigo mesma, sem me mover. Eu só penso, penso. Agora que está de noite por exemplo... só penso, eu nunca faço nada, nunca sigo meus conselhos de gente grande, gente que pensa ser grande, sou dessas. Eu poderia ser menos assim, menos eu, menos prepotente, pré potente, potente mas com coisas ruins. E é só o que consigo imaginar. Não me vejo sem você. Viu? VOCÊ está aqui de novo. É, não me vejo sem você mesmo. E se vejo, choro. Tá, não choro, mas quase, passa muito perto disso. Só não derrubo lágrimas por você agora, por que ainda minha proteção não se rompeu totalmente. Aquela proteção, você sabe, anti-homens, ela continua aqui, firme e forte, nem tão firme e forte assim, mas está aqui.
Se eu sumisse por uns tempos você me encontraria morta talvez, quer dizer, com certeza morta. Eu me canso e as vezes desisto de mim por alguns dias, tem dia. Eu me exponho totalmente, sou errada e idiota por isso, e eu me escondo e estou sendo "a estranha". As pessoas são piores que eu. Você é pior que eu sabia disso? Mas de um modo mais legal. Não sei explicar, é confuso até pra mim, imagine à você. 
Eu escuto musicas tristes quando estou mal, e você sabe disso, é possível perceber. Eu sou completamente incapaz de esconder o que eu estou sentindo, me odeio por isso tem vez. Me machuco e as alergias pioram. Passa o dia e acaba ficando tudo bem, sempre fica bem, afinal seria super injusto se tudo, mas tudo mesmo, desse errado, mas tipo, tudo mesmo. Não exagero, nunca, quase nunca aliás. Sou assim. Amanhã me arrependo e fico "daquele jeito" cara de cu. Mas agora está tudo bem. sério, está, e não se preocupe. Quando eu falar que as coisas só pioram com o tempo, não acredite, vai por mim. Se estivermos juntos tudo, tudo mesmo só vai melhorar. É só.   

segunda-feira, 11 de abril de 2011

?

A garganta seca, a barriga congelada, as mãos trêmulas. Sem ter o que falar, sem ter como expressar, deixando sair faíscas e você sempre negando.      

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Triste.



Um aconchego, e estar sentindo seu cheiro era tudo o que eu precisava naquele exato momento. Uma palavra a mais, alguns pequenos detalhes a mais, como talvez você batendo o pé no chão subitamente querendo expressar  algum sentimento ou talvez só fosse a ansiedade. E pra que tanta luz à nossa volta? Eu não conseguia te enxergar direito. Todos os movimentos bruscos e aquela sobra de desastre que havia em nós. Todos os olhares perdidos suas idéias e opiniões querendo ser extravasadas, mas presas por alguma razão. As vezes agia por impulso mas sempre encontrava uma saída, acabava sendo o certo. E as vezes esse certo não era o que tinha em mente. 
Me lembro que previamente me olhava com incertezas, inseguranças, e o medo da perda. E eu te olhava como se você fosse o mistério a ser desvendado. 
E a luz continuava a esgotar os meus olhos, que de repente eu via sangrar. Sangrava com todo ódio de toda a semana que passei em frente a uma parede falando tudo o que eu queria te dizer. E por que não espelhos? Eu não suportaria ao ver-me própria despedindo de você. Entre o céu e o inferno. Entre a liberdade e a ironia do fado. Entre o meu sonho e o meu coração quebrado. Poderia ter dito o que falei às paredes, talvez doeria bem menos, mas me propus a aceitar com toda destreza do mundo palavras sórdidas que te fizeram chorar. 
O que acontece sempre é que você se engana diariamente com o que está sentindo. Eu senti errado, e magoei a pessoa errada.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Me importo.





Eu me importo com o que diz, e me importo com o que está pensando agora. Preciso do seu abraço sempre, mas tento me esquivar quando posso. Não sei, mas faço isso. Me importo com seu humor, e se você está bem. Preciso de um sorriso teu, mas fujo por que sinto medo. Medo de me magoar. Não sei, mas faço isso. Me importo com o que faz, e me preocupo quando está indiferente, por que sei exatamente quando não está bem. É louco, não é normal. Também não é possessivo, mas é bom de sentir. É aquilo que foge do padrão, foge das regras, e não há limite. É imprescindível, diferente, e preciso. Preciso muito disso cada vez mais. Cada vez que amadureço e começo a enxergar o mundo de outra maneira. Nada de opiniões formadas, e agora eu mudo sempre. Não sei, mas faço isso. Não era pra ser assim , mas aconteceu. Impulso, desejo, momento, ou qualquer coisa parecida. Ou não.    

quarta-feira, 23 de março de 2011

Viva, apenas.





Não sou do tipo de pessoa que vai implorar pra você poder ser meu amigo, não mesmo. Que se foda. Não sou do tipo que vai ficar com aquela cara de dó só pra que todos sintam pena de mim. Não preciso disso. E não é outra decepção que vai fazer com que eu aprenda a dar valor as coisas que realmente importam. E sabe, pra mim pode não importa tanto, já pensou nisso? Chega de choros sem motivo aparente. Chega de pessoas e os sorrisos mais falsos. Chega de ironia. Não, tudo bem ,ironia até que rola. Mas, chega de sofrer por alguém que nem merece uma verdade tua. Beba mesmo, até cair de bêbado, pelo menos você está se divertindo. Faça loucuras, e grave, tire fotos. Sinta que é o dono do mundo. É, num tem nada melhor que isso. E faça as coisas como se fosse morrer amanhã, mas sem pensar muito nisso. Saia nas ruas sorrindo pra todo mundo, o que importa mesmo é você e quem está do seu lado na mesma mesa do bar, ou de qualquer outro lugar. Mesmo não estando tão bem, não fique demonstrando isso. Se refaz, e vai ser melhor assim. Tem vezes que devemos mentir pra nós mesmo, e acabar acreditando. Você não precisa de ninguém, isso é coisa que sempre colocam na sua cabeça quando está sozinho. Mas acredite, ninguém está realmente sozinho. Não existe isso. Você só ficará sozinho quando você quiser. A vida é passageira, aproveite tudo. Faça de tudo um pouco. Invente menos problemas e seja mais feliz, em qualquer lugar com qualquer pessoa. Não importa. E se você começar a se importa para o que dizem pra você, isso só vai te machucar. Nem todas as pessoas vão gostar de você como é, então não mude pra tentar fazer alguém te amar. Isso pode adiantar, mas você nunca mais vai ser quem era antes. Então sorria, seja você mesma, e isso é  tudo, você terá um dia bom. E não se preocupe, por mais que seu céu esteja coberto de nuvens, logo o sol irá sair. Ele sempre sai. 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Charlie, Paul e a história mal contada.



Havia uma certa pessoa na minha vida. Era o cara mais especial do mundo. Charlie. Nos divertíamos juntos, e ele era tão atencioso. Se preocupava sempre e me mandava cartas sabe, tipo, cartas românticas, dizendo que me amava, e que eu era a unica pessoa em que ele realmente se importava. Passamos muito tempo juntos, conhecemos pessoas, visitamos lugares lindos. E ele sempre foi muito especial, sempre, nunca deixou de ser. 
Passado alguns dias eu notei certa indiferença da parte dele em relação à mim. Tudo o que eu dizia, parecia não importar muito. Ele sempre percebia isso, e me escrevia cartas novamente pedindo as mais sinceras desculpas por estar tão distante de mim, mesmo tão perto. Eu o amava e acabava desculpando. Não havia tanta coisa errada assim. Ele se importava mesmo comigo, mas o seu trabalho e a sua paixão pelo que fazia o deixava longe de mim. Parecia que não havia espaço mais para mim. Era só o trabalho e a sua paixão. Não sei por que, mais me sentia uma desconhecida as vezes sabe, era horrível. Mas ainda o amava muito pra poder tomar qualquer iniciativa precipitada. Ele era um cavalheiro, lindo e dedicado. Mas o que sempre me deixava tão mal as vezes, era o seu jeito de pensar que tudo estava bem. Que tudo ia ficar bem, e que umas simples desculpas iriam adiantar e ninguém ali iria sofrer. Ele costumava achar tudo muito perfeito, tudo se encaixava para ele. Mas mesmo o amando eu ainda sentia que faltava alguma coisa. Sentia um vazio em mim, e chorava as vezes - Ele realmente nunca soube disso. Nunca vai saber. 
Foi numa dessas nossas viagens a trabalho dele, que eu conheci uma pessoa. Ele era totalmente o oposto de Charlie. Esse cara era um amigo dele. Paul. Eu não o conhecia e nunca tinha ouvido falar dele. Mas nos identificamos sabe. Ele tinha uma namorada também, o Paul, e era quase a mesma coisa. Enquanto Charlie estava numa palestra,  eu e Paul começamos a conversar do lado de fora. Ele era tão diferente de todos, tão diferente de Charlie, pelo menos aparentava. Me fazia rir, e parecia que nos conhecíamos a tanto tempo. Falamos tanto sobre infância, e tudo aquilo que eu costumava sentir quando achava que estava sozinha, quando achava que tudo não passava de um erro. Que Charlie não passava de um erro. Grande erro. 
Ele me contou sobre sua namorada, e seu relacionamento desastroso. Ele não suportava as brigas que sempre tinham, e estava cansado de sempre levar a culpa por tudo. Me falava que de alguma maneira ele também achava que era um erro, apesar de amá-la, ou pelo menos achar que a amava. Já havia um certo tempo que estavam juntos. Acostuma sabe. Difícil de se livrar de algo assim. Quando insistimos e acabamos tornando o erro maior ainda. E vai crescendo, crescendo , até uma hora em que você explode, e não suporta mais segurar tantas coisas que entalam na sua garganta. Paul sentia a mesma coisa, e já achava que era hora de falar tudo pra ela. Me senti bem , sei lá. Que maldade.
E ficamos ali por horas. Eu não sei, mas algo nele me chamava atenção. Éramos tão iguais no modo de pensar e ver as coisas. Sentíamos o mesmo em relação à quase tudo. E a noite passou. Não durou muito a minha ansiedade, logo de manhã fui procurá-lo no quarto onde estava. Charlie ainda dormia, então fui conversar com Paul. apesar de conversarmos tanto na noite anterior, havia certas coisas que ele não sabia ainda. Meu medo de estar enganada, a dor que eu sentia, o vazio dentro de mim, as coisas que não se encaixavam, nada, nada disso Paul sabia. E desabafei. Contei que não aguentava mais, e pedi mil desculpas, ele devia ter pensado " O que essa louca está fazendo aqui, essa hora da manhã?" Mas só devia, acho que não pensou. Ele realmente me escutou aquela manhã sabe. Foi lindo. Paul era o cara certo pra qualquer mulher. Ele parecia um Francês. Romântico, doce, e tão certo nas coisas que me falava. Parecia mesmo ler minha mente. E o que ele dizia, eu já estava pensando faz tempo. Era tão surreal. Mas era bom. Pude falar tudo o que estava entalado. E ele só me disse " Não é à mim que você deve dizer isso, você sabe à quem deve dizer" Eu estava em total descontrole. Não sabia o que fazer, e meu medo era fazer algo por impulso. E cometer outro erro. Mas estava cansada de sempre ser o segundo ou terceiro plano para Charlie. Cansada. Mal. Desolada. 
Naquele dia não fui falar com Charlie. Eu disse à Paul que deveríamos fugir. Ele deve ter pensado " Eu tenho namorada sua louca" E sabe o que ele fez? Paul era tão certo que me falava " Não, isso é errado, como o cara vai ficar? Não podemos fazer isso" e eu insistia " Podemos, eu quero, você quer" Eu nem sabia o que ele queria pra falar verdade. Paul naquela mesma hora, pegou sua mala, a chave do seu carro, e fugimos. É fugimos. Conseguir não sei como pegar minhas coisas, não havia tanta coisa assim. Era só vestidos, e tinha levado só alguns pares de sapato. Era o trabalho de Charlie, não uma viagem pra passeio. E fomos. 
Sabe, pra fala verdade , sumimos. Sumimos de tudo o que nos incomodava. Apesar de sermos tão loucos e nem nos conhecermos direito, conseguimos sair daquele lugar. Charlie até hoje pensa que eu estava drogada, e na hora não pensei muito no que fazer. Não fiquei surpresa mesmo sabe, tudo para ele estava bem de mais, perfeito de mais, pelo menos enquanto estava curtindo seu trabalho de merda. Nunca vi uma pessoa se importar tanto com o seu trabalho e deixar outra pessoa que sempre disse que amava e demonstrava se importar, assim de lado, segundo plano. "Depois falo com você". " Vai ficar tudo bem" . Não, não vai. Enquanto estive com Charlie no começo era tudo lindo de mais. Mas eu sempre esqueci de como tudo no começo parece ser realmente perfeito. 
E agora eu consigo enxerga que se existe alguém que pode te machucar mesmo não sabendo disso, existe com certeza uma pessoa que pode curar suas feridas.